Mais um final de Semana

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E assim se vão os dias! Muito se fala da crise dos cinquenta anos, ainda não os tenho faltam-me 3 anos. Ando desanimado, meio sem função, meio sei lá… Já vi e li sobre escritores, poetas, artistas e etc. que passam por esta crise. Mas não sou nada disso, nem escritor, nem poeta. Apenas mais um na multidão de desconhecidos e perdidos, procurando um sentido na vida. Pode ser testosterona, melhor dizendo a falta dela. Estudos, feitos por quem entende do assunto, dizem que a falta desse hormônio pode ser desastrosa para o homem, ser masculino. Pode provocar sintomas diversos, como crescimento de mamas e choradeira em filmes e novelas. É verdade! Junta-se a isso uma mente inquieta, pouco dinheiro e a convivência com outros seres humanos e temos aí uma mistura perfeitamente depressiva. O mal da vez, a depressão. Negócio difícil para que um dia ignorava esse mal. Poderia dizer que é coisa do capeta e sua legião incansável de malfeitores malvados e inescrupulosos. Como diz um amigo: Tudo podemos teorizar! Olho para os lados, na tentativa de achar algo lúdico para pensar, ou escrever textos sem importância. Escrevinhar, se render ao nada, ao procrastinar e sorver tudo o que não presta das séries na Internet. O cérebro dói de tanta bobagem feita, para o nada e o tudo igualmente esfacelados numa tela.

O fim de semana está acabando, comigo, com tudo e todos. Estamos perdidos numa saga pior que “Perdidos no Espaço™”. Cinquenta anos, Cinquenta tons de Gray. Cinquenta minutos escrevendo essas balelas.

Acaba logo fim de semana!

Sou mais eu!

Nasceu, cresceu e trabalhou. Como todos, ou pelo menos a maioria, trabalha duro pra ter o que sempre quis. Cresceu na dificuldade, vida dura, ter que trabalhar ao invés de estudar. Dureza nas roupas, dureza nos atos. Focou em crescer e crescer.

Mas a falta de estudo custou caro. Melhores salários e posições só com boas referências, mesmo assim pesou a vida humilde. Conhecia o que era bom, de marca, do melhor. Para tê-los fazia sacrifícios. Queria ser grande, ser melhor que seus humildes pais, melhor que seus irmãos. A beleza ajudou bastante, a inteligencia limitou os horizontes. O medo de perder o único porto seguro limitava suas suadas conquistas. E o tempo passou, implacável com todos. Hoje só amanhã.

A beleza se foi, os sonhos se foram e as contas aumentaram. Para que tanta dificuldade, o que é isso? Buscou um deus que desse isso, achou um deus que cobra a fé por um sonho que não se realiza. Achou religiosos, que treinados na palavra, cegam com sua própria cegueira. Alimentando ilusões sem pé nem cabeça. Oh pena de ti! quantas vezes te alertei, quantas vezes te sacudi, quantas vezes eu gritei, mas não me ouviste! Estou aqui! sou eu!! a tua vida e você me renega! Não posso fazer nada, senão esperar até que tu te canses e ainda que tarde, me ouça! Eu te amo!!

A grandeza dos pequenos!

Pequenos são grandes. Olhe o mundo! tão grande, mas tão pequeno no infinito universo. Veja as crianças! Tão pequenas, mas com uma imaginação gigante, em mundos imaginários(?) lindos e impressionantes. Cadê nossa inocência? Nós os gigantes deste mundo, encolhemos nossa maior beleza: A imaginação, que os pequenos a fazem grande. Até mesmo os animais, dito irracionais, nos mostram grandeza em si. nos seus cantos, construções simples e funcionais, Insetos em suas individualidades são nada, mas em conjunto fazem proezas! Pequenos atos, movem grandes ações. Escolher que atos tomaremos? Amor ou Ódio? Cabe-nos escolher, sair da caixinha, do óbvio. Mudar enquanto o tempo permite. O tempo está curto, mas não acabou ainda. Podemos, devemos e seremos um povo pequeno que se fez gigante!

Eleições e Reflexões.

homem inventa a resolução de litígios

Homem inventa a resolução de litígios

A humanidade sempre me surpreende! Toda vez que paro para observá-la, fico comovido, irritado, bestificado, mas nunca indiferente. O que me levou a esta reflexão neste período eleitoral de 2016. O assunto é grande, gigantesco mesmo, tanto que dá até preguiça de pensar nele, por parece tão inalcançável e insolúvel. O que é perigoso, do ponto de vista dos caminhos que a sociedade vem seguindo nos últimos anos. É tanta besteira publicada, transferida a todos nós, que ficamos expostos a todo tipo de “verdades absolutas”, cabendo aos reles mortais, a tarefa de julgar o mérito de cada uma dessas verdades, o que obviamente não temos a mínima condição, pois como citei, o assunto é muito complexo, devido a quantidade insana de opiniões, de posições enfim totalmente antagônicas e desmedidas. Não há como ser imparcial, pois é necessário ter o seu lado, o seu contexto próprio, para ter valor relativo. No entanto o que vemos é excesso de parcialidade, como torcedores, religiosos e malucos, todos defendendo, brutalmente suas ideias e direitos de expressão, sem ao menos parar, respirar profundamente e perguntar: Isso é realmente necessário?

Intolerância.

anger-title-image_tcm7-187841Quem é você? Quem é seu pai? Onde você mora? Quem pensa que é? Deve ser um idiota, uma besta, ralé, zé povinho…. Ódio, ódio e mais ódio.

A humanidade é ódio, somos animais racionais, animais não deviam odiar, só humanos odeiam. Odeia porque? Somos evoluídos, somos atrasados. Somos o que? Quem disse? Temos livre arbítrio. Aqui somos nós! Temos direitos e não somos obrigados a nada. Os velhos que se danem! Os jovem que se explodam, mande-os à guerra. Meu deus é maior e me protege enquanto destrói meus inimigos, que me querem mal, sou rico, graças a deus! Ele morreu porque mereceu! Ele sobreviveu porque mereceu, Ele é negro e ele é branco e ela é o que? Vagabunda, ordinária, novinha que rebola e desce até o chão, é nóis! E meu time que é melhor que o teu, eu te odeio odeio todos que não torcem pro meu time, minha religião. Matou tem que morrer, eu matei mas foi legítima defesa. Quem disse? Eu disse! Sabe com quem tá falando? Sim com um Zé ruela!

Meus Problemas, que problemas?

Este é um conto que já deve ter sido contado, porém é muito interessante.

Havia um sujeito que há muito tempo sentia-se frustrado. Tony viveu sua vida como muitos de nós fazemos, um dia de cada vez, sem pressa, sem objetivos, sem expectativas. Na verdade, a vida lhe deu algumas pancadas que o deixaram temoroso, com medo de surpresas. Tímido, por conta de uma criação super protegida, aprendeu a observar antes de agir, mas suas observações nunca saíram disso, só observar. O tempo passou, ele namorou, viajou um pouco, casou-se com Cláudia, alguém que o completava, mas o medo do novo, o perfeccionismo dos atos o amarraram e por isso não fez esforços para ter filhos. “Muita responsabilidade…” dizia. O tempo foi passando e uma agonia sem fim rodeava seus pensamentos, não sabia o que era, nem porque.

A religião ocupou um pouco sua atenção, desviando-o de suas reflexões e por um tempo sentia-se bem. Mas seu espírito era inquieto nas questões espirituais, as afirmações doutrinárias, códigos de conduta e dogmas o aborreciam. Sentia que estava preso e sem ação; então começou a procurar culpados. A família, o governo, a esposa e até mesmo seus amigos eram culpados em seus julgamentos. Afinal considerava-se como uma pessoa do bem, que estava sempre procurando agir reta e corretamente. Nunca prejudicara ninguém e preferia ser passado para trás do que ter sua hombridade em dúvida.

Por ser orgulhoso, não aceitava ajuda, porém não a negava a ninguém, nem mesmo a aqueles que vez ou outra o prejudicavam. Amava os animais, a vida, respeitava a natureza; enfim era uma boa pessoa, um bom cidadão. Mas tudo isso não trazia paz ao seu coração. Ínsone, ficava horas tentando pregar os olhos, fazia muitos anos que não dormia bem. Acordava sempre cansado, lento e com olhar perdido. Tentou fazer cursos, exercícios, leituras, esportes radicais, mas nada o preenchia. Por ser simples, nunca almejou riqueza, até por conta da religião que incitava uma vida humildade e casta.

Com tudo isso, na meia idade, sua vida ruiu, desmoronou como um castelo de areia ao ser atingido pelas marolinhas da praia. Seu casamento perdera o sentido a muito tempo, discutiu até não ver mais sentido nisso e resolveu ficar calado, falar o menos possível. A família se afastou, pois começou a esconder seus problemas para não ouvir as críticas de quem não se achava à sua altura de seus conhecimentos; então isolou-se, distanciando-se de tudo e de todos. Seu objetivo era se distrair até passarem as horas para dormir. Os livros não interessavam mais, somente a TV, que assistia por horas, tentando fugir dos seus próprios pensamentos e responsabilidades. A vida financeira estava quebrada, poucos serviços lhe eram solicitados, e mal davam para pagar suas contas.

Então, uma noite, ele a passou em claro, sentia-se pesado, seu corpo estava prestes a gritar por socorro, sentia dores em todo lugar, pensamentos sem sentido ocupavam sua mente, não tinha mais sono, sossego e uma paz que há muito buscava. Ao ver o dia clarear, num último reflexo decidiu levantar e sem demora arrumou-se e foi caminhar; Estranhamente não sentia-se cansado, as dores do corpo foram sendo esquecidas a cada passo. Sentia a vida fluindo, ao ver as árvores carregando seres cantantes e felizes. Respirava fundo, como há muito não fazia… Estava bem.

Não notou o tempo passar, quando percebeu estava em uma rua que nunca tinha passado e que nem mesmo fazia ideia que existia, era uma rua triste e por um instante a observou longamente. Continuou sua caminhada, mas agora lentamente, vendo aquelas casas estranhas para ele surgindo por traz de árvores mal cuidadas e calçadas quebradas. Uma casinha pequena lhe chamou a atenção, era simples, estava mal cuidada e parecia que ia cair a qualquer momento. Sentiu um calafrio e nem percebeu que a casinha tinha um pequeno jardim e que lá estava uma senhora abaixada cuidando de umas plantas e hortaliças. Olhou assustado, mas disfarçou a careta, então ouviu uma voz fraca porém firme: “pois não meu filho?” Essa frase ouvia muito de sua falecida vó, que quando criança a visitava constantemente, sentiu um nó na garganta e respondeu com a voz embargada: “Nada não senhora…”

Um silêncio perturbador e um sorriso de poucos dentes o fez voltar a realidade: “Estou vendendo a casa, está interessado?” Perguntou a senhora. Com aquela cara de bobo meneou a cabeça e curioso se interessou pela situação que a senhorinha começava a pintar. Dona Laura era viúva, tinha um filho que não aparecia a muito tempo e quem nem sabia se estava vivo. Não tinha ninguém que pudesse ajudá-la, pois com a idade as limitações físicas e sensoriais vieram. Apesar de enxergar com dificuldade, devido à catarata, ouvia bem, mas sofrera um AVC que limitou alguns movimentos. Estava viva de teimosa, dizia.

Então tocado por aquela cena, Tony resolveu ajudar aquela senhora, não sabia o porque, apenas sentia que tinha que fazer. Se apresentou e ofereceu ajuda para limpar o jardim. A senhora olhou por alguns instantes e disse: “Certo Tony, me ajude com isto!”. Assim que se abaixou para pegar os matinho que ela havia arrancado, pode ver melhor a casa; Estava acabada, mas com alguma tinta e uma escada poderia pintar umas paredes e até ajeitar as telhas para ela. E assim o fez… Nem percebeu o dia passar, quando se deu conta o jardim estava limpo e apresentável. Estava cansado e mesmo assim sentiu-se bem por ter começado e terminado uma tarefa. Insistiu com a senhora que tinha umas tintas e pinceis e que poderia pintar para ela a frente da casa e o murinho. Foi embora animado, passou em uma loja de materiais de pintura e comprou o que precisava, chegou em casa animado, mas não contou nada à esposa. Na lojinha, enquanto pegava a tinta e rolos e pintura, lembrou que sua esposa reclamara de uma lâmpadas de estavam queimadas mas que ela não sabia trocar e que ele esqueceu umas dez vezes de comprar e trocar.

Quando a esposa chegou em casa, notou a claridade da entrada e falou: “Finalmente! Luz na entrada!”. Ele não gostou do comentário jocoso, mas como sempre ficou mudo. Estava preocupado mesmo em ver a senhora de novo. Dormiu que foi uma beleza, mas nem percebeu isso, só se deu conta que já era de manhã e saiu rumo à casa da senhora, para pintar, algo que não fazia a anos. Chegando lá, tinha um sorriso e um café cheiroso com pão a sua espera, sentiu-se criança e após o desjejum, começou o trabalho de pintura; antes do almoço, o celular tocou, era um cliente que não o requisitava a tempos, sentiu-se alegre e triste, mas se organizou e foi fazer o atendimento à tarde. No outro dia, terminou a pintura, era coisa pequena, mas ficou satisfeito ao ver a alegria da senhora, mais feliz ainda pelo bolo caseiro que ela preparava para a tarde junto com aquele cafezinho, antes de terminar a pintura, notou que o telhado tinha telhas quebradas mas que a base estava boa. E lá estava ele comprando umas  telhas para fazer o reparo no telhado.

Nesse meio tempo, notou que as dores nas costas que o incomodavam tanto haviam sumido, as preocupações com o próprio lar foram ficando pequenas e a esposa estava ressabiada e prestando mais atenção nos seus movimentos, seria ciúmes? Riu sozinho… Além das tarefas que assumira com aquela senhora, ele começou a ficar com tempo curto, pois seus clientes o requisitavam mais e mais: “Preciso de ajudantes!” Pensava enquanto desentupia as calhas de chuva da casinha velha, que agora estava mais bonita e serena, transmitindo uma paz naquela rua estranha. Nesse embalo, arrumou portas, trocou vidros, consertou descargas, ouviu estórias dde Dona Laura, que o faziam voltar no tempo de criança. Emocionou-se com as lembranças tristes da senhora, mas ouvia tudo com atenção, com uma calma que nunca experimentara.

Em casa, as coisas só iam melhorando. A esposa animou com ele. Agora sim ela podia chamar os amigos a família pois a casa estava organizada, não tinha nada mais quebrado ou não funcionando. O tony finalmente jogou fora todas as tranqueiras que acumulava sem saber o porque. A TV agora era mais um enfeite na sala. Eles conversavam mais, se olhavam mais e se desejavam mais e mais.

As visitas reparadoras na casa da senhora foram diminuindo, pois agora a demanda de serviços requisitados era grande e ele mal tinha tempo de visitar a senhora. A casinha dela agora estava linda e ele pensou que agora ela poderia vendê-la com facilidade. Como por acaso, ficou sabendo que um dos seus clientes queria comprar uma casa naquela região. “Meu Deus! Que bom…” Agendou com o cliente para levá-lo lá e conhecer a casa e a senhora. No dia marcado, chegaram lá e o seu cliente ficou maravilhado ao ver a casa. Secretamente ele vibrava de alegria pois era ele que tinha reformado a casa, e conhecido uma pessoa incrível, Dona Laura, e para fechar, ele ainda satisfaria um desejo da senhora de mudar para uma casa de repouso onde pudesse ter uma atenção melhor.

Chegando ao portão da casa viu um homem com cara de poucos amigos. Como já tinha uma certa intimidade, foi abrindo o portão e o sujeito logo perguntou: “Quem é você?”  “Quem te autorizou a entrar aqui?”. Surpreso com a reação grosseira do estranho, disse que era amigo de Dona Laura e que sempre estava ali. Tony então observou que a porta estava arrombada e temeu o pior; então o sujeito o olhou de cima a baixo: “Amigo? Minha mãe não tinha amigo nenhum! Você deve ser um aproveitador que quer tirar vantagem da desgraça dos outros.”. Confuso tentou explicar: “Não… não é isso eu… eu… gosto mesmo dela.. é que…”. Sem esperar o grosseiro filho da senhora, gritou: “Deem o fora daqui antes que eu arrebente os dois e chame a polícia!”.

Sem jeito e com uma vergonha gigante, Tony recuou e puxou o cliente que não entendeu nada. Um senhor que passava por ali e viu o final da contenda parou e perguntou: “Você não aquele rapaz que estava arrumando a casa da Dona Laura?” Ainda assustado, mexeu a cabeça confirmando e perguntou em seguida: “Ele é o filho dela? Mas como, o que aconteceu?”. “Não soube? A senhora faleceu, coitada, o filho teve que arrombar a porta, pois ela estava caída e não respondia aos chamados do filho.” O chão sumiu para ele, sentiu-se triste por não tê-la ajudado naquela hora, os olhos marejaram e não seguraram o choro. Profundamente chateado com tudo, se desculpou com o amigo e retiraram-se.

Mil coisas se passaram pela cabeça, sentiu-se culpado pelo abandono, afinal ia poucas vezes vê-la, se tivesse ido mais poderia ter notado algo e ajudado. Mas não ficou demasiado ocupado com o retorno de seus clientes que esquecera Dona Laura. Mas ao lembrar dos papos com café e bolo que Dona Laura preparava para ele, ficou em paz e sentiu como uma brisa suavizando o ardor de uma ferida recente. Os dia passaram, não se atreveu a ir ao velório e enterro de Dona Laura, ficou envergonhado com a atitude do filho dela. Aproveitou que Cláudia percebeu sua tristeza e contou a ela suas aventuras naquelas semanas. Curiosamente Cláudia ouviu e sorriu. e o tempo passou.

Um dia resolveu passar pela rua onde morava Dona Laura. Tinha evitado aquele lugar, com receio de encontrar o filho e ter uma surpresa desagradável. corajoso resolveu passar pela rua e parou em frente a casa. Ela continuava bonita, o jardim estava tratado e bem cuidado. Enquanto fitava para os detalhes em que se envolveu durante a reforma, sentiu um toque em seu ombro e uma voz familiar: “Então você apareceu!!”, sentiu um arrepio e quando virou deu de cara com Jorge, o filho dela. Tony arregalou os olhos e preparou para se defender. Jorge o olhava agora diretamente nos olhos. Tony imaginou tudo o que poderia acontecer, mais um crime na cidade, cidadão é morto barbaramente… Então jorge levou a mão as costas para pegar algo. Tony gelou, congelou, estava paralisado… pensava: “vou morrer…” Tony então retorna a mão. agora com um envelope branco. Sem tirar os olhos de Tony, Jorge diz chorando: “Você é aquele cara que esteve aqui outro dia, dizendo que era amigo de minha mãe! Você é o Tony?”. Concordando ressabiado, Tony ia dizer algo quando Jorge o abraçou forte e chorando pediu desculpas, pelas grosserias que havia dito.

Jorge, filho de Dona Laura, havia sumido no mundo em busca de aventuras, largou a mãe bem antes de ficar viúva e nunca até então entrara e, contato. Revoltado e orgulhoso, não queria voltar com a cara quebrada e derrotada. Queria ser alguém e isso demorou muito, mas a mãe nunca saiu de sua cabeça. Queria voltar mas só se fosse triunfante. Ganhou a vida e quando decidiu voltar encontrou a mãe trancada e caída, já sem vida, Desesperou-se por ter sido orgulhoso e ignorante. Após o funeral, foi para a casa onde cresceu e abandonou a mãe. Não tinha percebido que a casa estava reformada, mas por quem? Então encontrou cartas, muitas cartas, que não foram postadas mas tinha destinatários. A maioria para ele, o filho que a abandonou, e uma para um tal de Tony.

“Foi lendo as cartas que descobri que ela tinha me perdoado e entendido. E também fiquei sabendo de você. E do carinho que ela sentia por você, Obrigado por tudo!”. disse enquanto apertava forte o Tony.

Desconcertado, Tony viu um homem grande chorar e segurou o quanto pode o seu. “Tome, esta é para você!” e entregou ao Tony a carta. Ele pegou e abriu ali mesmo o envelope e leu o seu conteúdo: “Querido Tony, não tenho palavras para agradecer por você ter parado aqui e ter me ajudado. Não foi pela reforma que você fez, mas pela amizade que me presenteou, preenchendo um vazio que há muito eu achava sem solução. Quando te conheci, vi em você uma alma triste e perdida, tal qual eu mesma era, mas com o passar dos dias, das visitas que fazia e de nossas conversas, pude ter com você o que eu não tive com meu filho, uma experiência de mãe. Eu te amo meu filho! Quero que saiba disso pois não sei se poderei dizer isso a tempo. Estou muito cansada e não quis incomodar você, sempre atencioso comigo. Eu vivi minha vida e espero que você viva bem a sua. Você, filho, me fez viver feliz nestas semanas e queria dizer-te que seja feliz…”

A Carta estava sem terminar, mas não precisou. pois Tony sabia desse sentimento, pois era recíproco, neste pouco tempo em que parou de olhar para si mesmo, ele recuperou tudo o que achava perdido, seu trabalho, sua esposa e sua alegria de viver e tudo isso aconteceu com a passagem daquela senhora que ensinou a ele que a vida é pra ser vivida, agindo com coração puro, e deixando as portas do coração abertas para que as coisas boas venham e fiquem. Porque mesmo quando forem embora, elas deixarão belas e duradouras marcas.

O Terror de Viver.

O medo, sem dúvida nenhuma, é o maior inimigo e o melhor amigo do ser humano. Graças à ele, tomamos cuidados que de outra forma nos levariam à extinção. Evolucionistas ou criacionistas, isto pouco importa quando a questão é o medo. Esse sentimento é muito importante em nossas vidas, porém a exploração desse medo é o que deveria realmente preocupar a todos.

A expressão máxima do medo é o terror, que abomina qualquer ser humano são. Através dessa ferramenta, muitas nações subiram e caíram. Muitas vidas foram e são ceifadas por conta desse terror. E pouco, ou nada podemos fazer para aliviar essa sensação de insegurança.

Quando chove, tememos a destruição que ela pode provocar em nossas plantações, em nossas casas e nosso próprio corpo. Assim, desenvolvemos melhores formas de nos defendermos de suas possíveis consequências negativas. Mas se exageramos a dose, sofremos crises absurdas de pânico, que podem nos levar a atos irracionais.

O medo, quando controlado, nos leva a planejar nossos atos, desenvolvendo nosso intelecto e promovendo o progresso geral. Quando descontrolado, provoca guerras, violência e dor a todos. O peso desse descontrole é exposto todos os dias, pela mídia jornalística, que compre seu dever de informar, mas que peca quando exalta o pessimismo, a dúvida e a intolerância. Vemos isso nos refugiados de guerra, que por medo em relação às suas vidas, fogem desesperados, assumindo riscos irracionais, pondo em risco sua integridade, para tentar garantir uma vida melhor, ou pelo menos ficar vivo. Por outro lado, quem recebe esse refugiados, teme pela própria segurança, seja social, sanitária e econômica. Mas esses temores, quando brandos, ajudam a pensar e organizar melhor as relações, interagindo povos e construindo uma humanidade mais equilibrada. Mas quando o medo se reflete em atos violentos provocados por outros povos em nome de ideologias políticas e religiosas, o medo nos torna racistas, intolerantes, passiveis de atos desumanos, tornando-nos iguais ou piores do que os nossos “agressores”.

Nossa civilização foi construída baseada no medo, as consequências disso, vemos diariamente em nossas  vidas. Somos controlados pelo temor de que algum ruim está prestes a estourar e acabar com tudo o que esta estabelecido, em tudo que construímos, seja mental ou material. O descontrole desse sentimento, aumentado pelas incertezas na qual todas as nações podem sofrer, leva a humanidade a beirar o caos. Destituindo-nos da sabedoria e tornando-nos primitivos. Apesar do avanço que a civilização vê, muitas lacunas estão abertas e toda a tecnologia existente, não supre, nem preenche essas falhas.

Como agir, o que fazer? São perguntas que me faço todos os dias. A resposta? Do que eu aprendi, não existe resposta simples, pois estamos conectados em uma trama tão complexa que tudo o que fazemos, bom ou ruim e até mesmo o não fazer, gera consequências que não podemos medir. As escolhas que fazemos são baseadas em nossas vivências, muitas vezes inconscientes. O conhecer-se nunca foi tão necessário e talvez esta ai um ponto libertador em que a raça humana precisa empreender todos os seus esforços. A busca pelo conhecimento é sem dúvida o que podemos fazer de melhor para controlarmos o medo.

Animais são nossos?

Nos apegamos a eles, fazem parte do nosso dia a dia. Tem personalidade própria, que às vezes nos confundimos com suas atitudes quase humanas. Dedicamos tempo, recursos, amor e cuidados. Muitas vezes adotamos ou mesmo adquirimos. São eles, os adoráveis, os amáveis animais de estimação. Muito se foi dito, e ainda será dito. Cada um de nós tem uma experiência, vivência e percepção, únicas.

Nos alegramos com sua presença e choramos sua perda para a eternidade. Corremos atrás, brigamos, rimos e conversamos. São animais mas parecem psicólogos, pois nos escutam sem questionar, nos amam sem condições.

Estão ali, em casa, esperando um momentinho de atenção e carinho. Aprontam bagunças mil, mas dividem conosco sua pureza e simplicidade, lembrando nos que tudo é pra ser simples e menos complicado.

Sempre me pergunto se eles são nossos, se somos seus donos. Ou seria melhor dizer companheiros de uma jornada, com todas as aventuras e desventuras típicas. Mas o melhor mesmo é e sempre será aproveitar cada momento em que estiver com eles. pois eles vão rapidamente, suas vidas são curtas em relação a nós. Por isso aproveita esta breve estadia deles conosco. Eles só pedem isso. E isso, podemos dar.

Co-Rompendo a Corrupção

A corrupção destrói a mente, destrói o corpo, destrói a sociedade. Destrói a si mesma. O grande desafio de toda nação, é convencer a todos, que a corrupção está sob controle, ou seja, está em níveis aceitáveis. Ora a aceitação destes níveis já está corrompida em si mesma. Não há níveis aceitáveis, não podemos engolir isto. O que podemos fazer?
A educação, sem dúvida, é a melhor forma, a mais eficaz maneira de começar a promover e difundir boas ideias, bons conceitos. Fazendo com que as crianças e jovens, pensem livremente. E ai está o desafio: Ensinar a estas cabeças pensantes de forma livre, sem dogmas religiosos ou ideológicos. Mostrar a informação completa, sem fraudes, sem parcialismo ou mentiras aceitáveis. É o não corromper-se desde o princípio.
Dada a importância à educação, cabe ao cidadão escolher sempre o melhor, não só para si mas para o coletivo. E todos nós fazemos parte disto. Formamos um corpo só, uma mente majoritária, cujos desejos devem ser refletidos, naqueles que foram escolhidos para nos representarem.
De nada adianta colocarmos pessoas lá, se desde o começo estamos corrompidos, falhos, ignorantes de tal modo que o simples fato de aceitarmos vantagem de qualquer ordem, nos pareça ainda a melhor forma de crescer.
Uma nação, que tem potencial de crescimento em vários campos, mas principalmente, no material humano e em suas virtudes, deve repensar seus caminhos educacionais, rever e rever sempre os resultados da educação, para que assim, num futuro próximo, rompamos de vez com essa palavra tão baixa e vil que é a corrupção.

O BEM disfarçado de MAL

Estamos em 2015, e apesar de tanto conhecimento e tecnologia disponíveis, convivemos diariamente com amostras de ódio desmedido e irracional, dominando principalmente as redes sociais, movimentos políticos, escolas e a população em geral. A geração, dos cinquentões aos quarentões, cresceu ouvindo de seus pais, que a juventude era o futuro do Brasil e porque não do mundo.

Tecnologicamente falando, vivemos um crescimento exponencial de inovações e invenções que dariam orgulho aos nossos avós e bisavós, mas em contrapartida, vemos que o ser humano não acompanhou esta evolução tecnológica. A revolução industrial é relevante na historia mas, na verdade, toda a infraestrutura industrial, foi desenvolvida para que os inventos mais rentáveis fossem postos em prática, não primordialmente em benefício da humanidade, mas antes, foi pensada, calculada e movimentada para o lucro; o que não é errado, mas que merece uma reflexão sobre a incrível necessidade de alguns humanos em tornarem-se milionários, a qualquer custo.

Quando Steve Jobs, co-criador da Apple, viajava em suas meditações e lá via um mundo com possibilidades incríveis, na palma da mão, via também o quanto poderia ajudar a realizar este sonho; e muito do que vemos e temos hoje, são frutos desse emprenho notável. Mas sabemos que sonhos, de alto nível como os de Jobs, são caros e demandam um planejamento militar, para que possam ser postos em prática. Isso tudo, tem reflexos naqueles que adquirem estas tecnologias. Estes reflexos, que são visíveis hoje, são antagônicos aos idealizados pelos seus inventores. Uma rede social, antes criada para aproximar as pessoas, hoje polariza, cria tribos cibernéticas, rivaliza a ponto de combinarem disputas agressivas e até mesmo mortais, como alguns embates feitos por torcidas organizadas. O alcance da mídia digital na palma da mão, afastou o convívio familiar, separou amigos e amores. O não curtir virou ofensa. A privacidade acabou, mesmo quando achamos que estamos a salvo do turbilhão de informações que é a internet.

Parece mesmo que não há uma saída, pelo menos a curto prazo, para que nos tornemos melhores com todas as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Afinal o entendimento do papel que cada um deveria ser neste planeta, só é alcançado pela educação, embasada pela ética representativa, ou seja: pelos exemplos positivos que deveriam ser dados, pelos nossos governantes e mesmo por nosso seio familiar, chegando às relações de trabalho e amizade.

O MAL que não percebemos está nós, não em apps, em redes sociais, grupos de discussão; porém, cada um desses itens dá campo fértil e ferramentas suficientes para que o pior de nós, se manifeste e ponha em prática a ignorância letal que carregamos; indo contra tudo o que os grandes gênios criadores, um dia, idealizaram para um mundo perfeito.

A grande falha dos gênios, filósofos, religiões, enfim de nós, é que idealizamos a perfeição em um mundo que não conhece esta palavra e que por ser habitado e dominado por nossa raça, está fadado a sempre repetir o erro de nossos antepassados: delegar a nossa descendência, o dever de serem, o futuro da nação; quando na verdade, nem curtir ou compartilhar esse texto irão.